quinta-feira, 18 de setembro de 2014

(Devaneios): Escrever, ler, falar, ouvir, ver, enganar e ser enganado

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Escrever, nem que seja por alguns instantes.

Escrever é como falar, exige a articulação de ideias, não somente a articulação de músculos  e ossos faciais, mas, e principalmente, de pensamentos, de ilusões, de desejos, tecê-los de forma que virem um pano de fundo de mim mesmo.

Então, a minha intenção quando escrevo é fazer com que as pessoas tenham uma visão do que ocorre dentro de mim, vejam através da barreira física de meu corpo, embora não totalmente, mas somente aquilo que eu permitir, somente aquilo que eu desejar que seja visto. É, de fato, uma visão seletiva de mim mesmo. É meu pano de fundo, meu background.

Agindo dessa forma, não posso ser penalizado, sendo utilizado contra mim unicamente aquilo que escrevo, pois se trata apenas de um pano de fundo. Nunca conseguiria trazer para a escrita a totalidade de minha mente ou o estado completo de minha alma, meu inventário, não tenho essa capacidade.

Ler é como ouvir, como saber dos outros, como ver uma paisagem. Nem sempre é o que eu gostaria de ver, nem sempre é o que paguei para ver.

A todo momento sou enganado, nem sempre deliberadamente pelos que me relaciono, mas sou enganado por minha própria visão, por aquilo que vejo nos outros, pela miha miopia.

Então, a leitura, como audição que é, e sabemos que a audição muitas vezes pode substituir a visão, pode também ser um instrumento de inha enganaçãobem enganosa. Por minha culpa mesmo, sem dúvida que sim.

Eu posso enganar inadvertidamente, quando escrevo, e decerto que engano, e posso ser enganado, quando leio, e certamene o sou.

É um fogo trocado. Julgo o que leio pelo que escrevo, assim como posso julgar meus interlocutores por aquilo que forneço a eles durante um diálogo.

A meu ver então, nós seres humanos estamos de tal forma acostumados a viver no engano, na ilusão, no cenário, no teatro, que não suportaríamos um só dia se nos fosse aberto os olhos, os ouvidos e a língua para as reais sensações da vida. Fomos criados para crer, muito mais do que para sentir, ou seja, a realidade seria fustigante demais para nós.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

(Pensamentos e Elucubrações): Porque não pega mais a ideia de Revolução Socialista no Brasil?


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É de se esperar que os partidários da ideia de Revolução Socialista irão discordar de mim. Alguns, menos propensos a aceitar discussões democráticas, quererão até dirigir-me ofensas de todo o tipo. 

O problema é que tal ideário vira uma religião para algumas pessoas e a religião muitas vezes cega a compreensão dos que a professam, tornando-as refratária a todo e qualquer pensamento que possa ir contra ou modificar o que se acredita, tendo em vista ser tão clara, tão lógica, tão única a sua visão que não há mais nada a se acrescentar nisso tudo. Todos que enxergam diferente só podem estar mal intencionados (na religião, possuídos por demônios, em partidos revolucionários socialistas radicais, a serviço do imperialismo, da burguesia ou dos patrões). 

E que seja anátema tudo e todos que pretendam ir além ou que possam incutir uma possibilidade diferente.


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

(Mini-crônica): Surpresas e,... surpresas!

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Te juro, pegou-me desprevenida.

Tenho o imenso defeito de tentar fazer previsões a todo instante. Tenho pavor em ser surpreendida com algo, ou seja, detesto surpresas.

Logicamente, as surpresas ruins são as que me preocupam.

E porque?

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

(Pensamentos e Elucubrações): A virtude pelo vício?!

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A virtude e o vício, duas questões antagônicas.

Mas, o que é o vício e o que se denomina como virtude?

Podemos diretamente sempre relacionar à virtude, o bem, e ao vício, o mal?

terça-feira, 5 de agosto de 2014

(Mini-Crônica): Uma música diz tudo?

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Existe essa coisa de "nossa música"? Isso ainda seduz alguém?

O que fiquei sabendo foi algo diferente. Não se tratava de "nossa música". Porque, para essa pessoa, sequer houve o "nossa", apenas a música.